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Doutor em Ecologia de Campo Grande vem a Três Lagoas para analisar capivaras da Lagoa Maior

A visita é apenas para sanar algumas dúvidas dos técnicos da SEMEA em relação ao manejo, tratamento e ações em relação a esses animais

Da Assessoria

Divulgação/Prefeitura de Três Lagoas

Doutor em Ecologia de Campo Grande vem a Três Lagoas para analisar capivaras da Lagoa Maior

Capivaras

O manejo das capivaras da Lagoa Maior é uma preocupação constante da Prefeitura de Três Lagoas, por isso, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Agronegócio (SEMEA), o pesquisador e doutor em ecologia da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) de Campo Grande, Gustavo Rodrigues, vem à Cidade a convite da Administração para sanar algumas dúvidas sobre esse assunto durante uma visita técnica.

Segundo Celso Yamaguti, secretário da pasta, o estudioso vem pesquisando e monitorando há dois anos as capivaras que vivem na área urbana da capital sul-mato-grossense. “Por conta disso, acreditamos que ele pode esclarecer diversas dúvidas enquanto o Plano de Manejo não fica pronto, entre elas, como realizar a contagem mais clara desses animais, entender comportamento, saber se temos espécimes demais na mesma área, entre outras diversas questões”, explica.

Atualmente, conforme levantamento feito pelos técnicos em meio ambiente da Secretaria, a Lagoa Maior tem um média de 158 capivaras, entre fêmeas e machos, adultos e filhotes. “Esse cuidado com a Lagoa e, principalmente com as capivaras, é um pedido direto do prefeito Angelo Guerreiro. O pesquisador chega neste domingo em Três Lagoas e começaremos a visita na segunda logo pela manhã no intuito dele conseguir observar melhor o ambiente”, diz Celso.

Inicialmente, essa é apenas uma visita de orientação, quando o pesquisador poderá dar maior norte aos profissionais da SEMEA de como lidar com esses animais, bem como, o que pode ser feito para prevenir atropelamentos, que têm sido constantes, e, até mesmo, orientar melhor sobre uma possível retirada ou não de parte dos espécimes.

“Somente neste ano já registramos seis mortes de capivaras por atropelamento na Avenida Aldair Rosa de Oliveira, que fica ao redor da Lagoa, sendo que os principais pontos de atropelamentos são no encontro com a Rua Taurino Ramires Cock e próximo à pista de Skate”, destaca Yamaguti.

MEDIDAS INICIAIS
Antes mesmo da visita desse estudioso, a SEMEA já iniciou o processo de providenciar a fixação de diversas placas na parte interna e externa da lagoa orientando a população sobre a presença de animais silvestres, bem como a necessidade de atenção redobrada ao trafegar pela Avenida da Circular da Lagoa.

Além disso, no intuito de reduzir a velocidade a qual os motoristas trafegam neste local, a Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Infraestrutura, Transporte e Trânsito (SEINTRA), com mão-de-obra do Departamento de Serviços Públicos (DSP), instalou três novas lombadas e tem a previsão de construir mais duas.

“É importante que a população respeite o limite de velocidade daquela via, pois, além de ser uma segurança para o próprio motorista, evita tragédias envolvendo pessoas e, também capivara que normalmente são atropeladas na madrugada, pois têm o hábito de sair dos arredores da Lagoa Maior”, explica Celso.

Outra preocupação da SEMEA é em relação às fezes desses animais, sendo que foram coletadas amostras e encaminhadas para análise parasitológica e de macros e micros nutrientes na Universidade do Estado de São Paulo (UNESP) de Ilha Solteira – SP.

CUSTOS
A vinda do pesquisador e mais um técnico quase não terá custos, sendo que os mesmos não cobrarão nenhuma diária para fazer essa visita e a Prefeitura pagará apenas dois pernoites, transporte e a refeição deles durante a estadia.

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