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Um ano depois, marido que matou e enterrou esposa é condenado a 13 anos de prisão

Pena deverá ser cumprida em regime inicialmente fechado

Laura Holsback
Capital News

 

Arquivo/JP News

Um ano depois, marido que matou e enterrou esposa é condenado a 13 anos de prisão

Depois de ser identificado como autor do crime, homem levou policiais até o local que o corpo foi enterrado

 

Luciano Nunes de Brito, de 41 anos, foi condenado a 13 anos de prisão pela acusação do assassinato e ocultação do cadáver da, na época, companheira dele Vanda Júlio Braga, 42 anos. O crime ocorreu no dia 10 de fevereiro do ano passado, em Três Lagoas. Depois de matar a mulher estrangulada, ele enterrou o corpo.

 

De acordo com informações do site JP News, a condenação além dos 13 anos de prisão, prevê 10 dias-multa, e deverá ser cumprida em regime inicialmente fechado. 

 

Brito foi julgado quarta-feira (7), no Tribunal de Júri do fórum de Três Lagoas, por prática dos crimes de homicídio duplamente qualificado por feminicídio (contra a mulher por razões da condição do sexo feminino) e pela forma cruel (asfixia) e também pelo crime de ocultação de cadáver. 

 

A acusação sustentou que ele estrangulou a vítima, causando-lhe a morte, conforme laudo de exame de corpo de delito (exame necroscópico), bem como ocultou o cadáver. 

 

O Conselho de Sentença, composto por sete jurados, por maioria de votos declarados, reconheceu a materialidade, a letalidade e a autoria, e não absolveu o acusado, mantendo-se ainda as qualificadoras. A decisão foi proferida pelo juiz Rodrigo Pedrini. 

 

Luciano que trabalhava como agricultor estava preso preventivamente desde fevereiro de 2017, na Penitenciária Masculina de Segurança Média de Três Lagoas.

 

O caso

Luciano Nunes de Brito assassinou a mulher por estrangulamento com uma corda de nylon e, em seguida, colocou o corpo da vítima em sacos e utilizou um trator para transportá-lo. 

Com uma escavadeira manual, ele fez um buraco de aproximadamente um metro e meio de profundidade e enterrou o cadáver. Teria ainda colocado alguns galhos secos por cima do corpo. 

Na época, Brito chegou a confessar à Polícia Civil que havia assassinado a esposa e que a enterrou para não levantar suspeitas. 

 

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