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Quarta-Feira, 11 de Outubro de 2017, 13h:15
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Três Lagoas dispara no crescimento econômico e é exemplo no Estado

Três Lagoas na rota do crescimento

Fernanda Freitas
Capital News

Deurico/Capital News

Fibria estima produção de 377 mil toneladas de celulose este ano

Somando todas as suas fábricas, a capacidade de produção da Fibria é de 7,25 milhões de toneladas de celulose por ano

De 1979 até 2017 o Estado deu uma guinada de 180 graus no perfil da economia, fazendo a transposição da bovinocultura para o agronegócio. Com o reposicionamento das atividades agrícola e pecuária, Mato Grosso do Sul partiu para o salto da industrialização, chegando em 2017 como uma das 20 principais economias do País. Essa é a avaliação do governador Reinaldo Azambuja, destacando que os avanços na economia, em razão da expansão industrial, permitiram que Mato Grosso do Sul fosse incluído no grupo dos 11 estados mais competitivos. E a consequência mais benéfica é o desenvolvimento social, comprovado pelos diversos indicadores, como o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH).

 

“Aqui o agronegócio se desenvolve com o emprego de tecnologia e inovação. O reflexo do avanço está nos indicadores, de produção, produtividade, exportação e na remuneração da mão de obra no campo. Mato Grosso do Sul paga o segundo maior salário no meio rural”, exeplica Reinaldo Azambuja.

 

De acordo com a consultoria britânica Economist Intelligence Unit (EIU), o Centro de Liderança Pública (CLP) e a Tendências Consultoria, na soma de todos os indicadores de desenvolvimento, Mato Grosso do Sul ocupa a 9ª posição entre as 27 unidades da Federação. Entre os 10 principais pilares avaliados, o Estado é apontado como o terceiro em “potencial de mercado”. Nos demais pilares a pontuação é a seguinte: Infraestrutura, 16º; Sustentabilidade Social, 10º; Segurança Pública, 14º; Educação, 11º; Solidez Fiscal, 6º; Eficiência da Máquina Pública, 10º; Capital Humano, 12º; Sustentabilidade Ambiental, 10º; Potencial de Mercado, 3º; e Inovação, 9º. Para essa ”radiografia”, foram analisados 64 itens nos 10 pilares estratégicos.

 

Segundo o governador, MS tornou-se competitivo ao incentivar a expansão industrial e estimular o emprego de tecnologia na produção agropecuária e buscar a diversificação da economia, acabando com o binômio soja-boi. Reinaldo Azambuja cita como principais avanços em quatro décadas a diversificação da base econômica, projeção nacional do Estado com o fortalecimento do agronegócio e o turismo, infraestrutura viária e o alinhamento das políticas econômica e ambiental a partir do zoneamento ecológico-econômico e cadastro ambiental. O incentivo fiscal segue como principal instrumento para garantir o desenvolvimento econômico e social.

Deurico/Capital News

Aos 100 dias de governo, Reinaldo Azambuja destaca “Obra inacabada Zero” como meta para 2015

Reinaldo

 

“Nesses 40 anos, ganhamos mais do que perdemos, não tenho dúvida”, diz o governador Reinaldo Azambuja ao analisar os estágios de desenvolvimento do Estado, “acima da média nacional”.

 

O crescimento econômico só ganhou ritmo depois da fase de estruturação administrativa e melhorias na infraestrutura. As grandes distâncias impediam o governo de Cuiabá de ordenar o progresso e as ações se concentravam no Norte.

 

”Depois do desmembramento do Mato Grosso, que teve suas motivações geopolíticas e econômicas, Mato Grosso do Sul acelerou o processo de desenvolvimento. Naquele momento, a par do entusiasmo popular, diante do sonho de um “novo eldorado”, os governos se ocuparam prioritariamente em dotar o Estado de infraestrutura física e administrativa”, avalia Reinaldo Azambuja. “Primeiramente, o governo tinha que ter uma sede e o Estado precisava asfaltar rodovias”.

 

O governador assegura que o Estado não parou e segue crescendo, mesmo na crise. Ele aponta, por exemplo, que de janeiro a agosto deste ano, na contramão da crise, o número de empresas abertas no Estado aumentou em quase 9%.

 

Desenvolvimento sustentável

“A diversificação econômica foi o grande avanço nesses 40 anos. Mato Grosso do Sul era para os paulistas o paraíso da pesca e nesse ponto avançamos muito na questão ambiental, regulamentando a pesca e mudando a imagem de Estado predador. Hoje Mato Grosso do Sul tem muito claro, com amparo de leis, quais as áreas que devem permanecer intocáveis.

Deurico/Capital News

Colheita de milho

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“Antes de adotarmos o Cadastro Ambiental, já estava em vigor no Estado o Zoneamento Ecológico-Econômico (ZEE) e os decretos normativos que contemplam as exigências e necessidades do desenvolvimento sustentável e preservação de todos os recursos naturais.

 

Reinaldo Azambuja diz que a expansão industrial não diminui a força da agropecuária. “Nossa pecuária e agricultura estão no topo, basta vermos a evolução do nosso PIB. A carne e grãos são os principais componentes da agroindústria, de modo que a oferta de matéria prima em abundância é o que dá velocidade à expansão industrial no Estado”.

 

Gargalos

Hoje o grande entrave ao crescimento econômico, segundo Reinaldo Azambuja, é a logística. “Precisamos melhorar o caminho por onde nossos produtos são levados aos principais centros consumidores e aos terminais de exportação. Quanto melhor a logística de transportes, mais competitiva se torna a produção. Reconhecemos também que a indústria de segunda e terceira gerações enfrenta o problema da mão de obra qualificada.”

 

Indústria fortalecida

Para Reinaldo Azambuja, o fortalecimento da indústria no Estado passa pela infraestrutura viária e portuária, incentivos fiscais e capacitação de mão-de-obra, que deve obedecer ao perfil e vocação econômica dos municípios. O governador considera que o principal instrumento de impulso ao processo de industrialização é o incentivo fiscal. Ele comemora a regulamentação da legislação que convalida dos benefícios fiscais, “agora com regras claras e legalmente amparadas , dando mais segurança aos investidores e também ao Estado, que faz a outorga dos incentivos, mas exige a contrapartida, que é a geração de empregos. “O lado bom da expansão industrial não é apenas o emprego, mas a agregação de valor à nossa produção e desencadeamento de várias outras atividades que se agregam ao processo industrial”.

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