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Cuidar da higiene bucal pode ajudar a prevenir complicações da COVID-19

Por Pérola Cattini

Da coluna Bem-Estar
Artigo de responsabilidade do autor

Manter hábitos de higienização corretos dos dentes e tecidos da boca evita infecções respiratórias que agravam a doença

Divulgação

ColunaBem-Estar

De acordo com as recomendações do Ministério da Saúde e da Organização Mundial de Saúde (OMS), os cuidados com a higiene pessoal devem ser redobrados para evitar a contaminação com o novo coronavírus, aglomerações devem ser evitadas e medidas de isolamento social foram tomadas. A indicação é sair de casa somente se necessário.

Diante desse cenário, os consultórios odontológicos também tiveram a sua rotina de atendimentos e protocolos modificada, e a população foi orientada a procurar o dentista somente em casos de urgência e emergência. Para evitar problemas, alguns cuidados básicos com a saúde bucal são imprescindíveis: escovar os dentes pelo menos três vezes ao dia e após as refeições, usar fio dental e enxaguante bucal, caso indicado.

É importante ressaltar que a limpeza correta das mãos deve ser realizada antes de iniciar os procedimentos de higienização oral, pois estas entram em contato direto com a cavidade bucal e podem levar à contaminação. Em casos de pacientes infectados com a COVID-19, os cuidados devem ser redobrados para evitar infecções pulmonares, que tornam o quadro da doença mais grave.

Estudos já comprovaram a relação entre a saúde da boca e doenças sistêmicas como problemas cardíacos, depressão, diabetes, hipertensão arterial e doenças pulmonares. Por isso, o cuidado com a higiene bucal é tão importante nesse momento.

Para o professor em Clínica Integrada Profissionalizante e Odontogerontologia da Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto (Universidade de São Paulo), Vinícius Pedrazzi, o quadro da pessoa contaminada pode ser agravado, caso a higiene bucal não seja feita da maneira certa, especialmente na língua e nos dentes molares, por serem mais próximos da faringe. “Portanto, para prevenir quem está com a COVID-19 e mesmo quem não esteja acometido pelo vírus de agravos de infecções pulmonares e cardíacas, é imprescindível a higienização bucal correta”, esclareceu.

Vinicius destaca também a troca periódica da escova de dente, que deve ocorrer a cada três meses, ou no caso em que o paciente esteja se recuperando de alguma infecção. “A medida é para evitar risco de recontaminação, além da importância do uso de fio dental e enxaguante bucal. Esses hábitos de higiene bucal devem ser adquiridos por toda a vida, não somente no período do novo coronavírus, visto que as pessoas podem ser infectadas por outros vírus a qualquer momento. Nesse contexto, também é fundamental cuidar da higienização das escovas de dente e dos higienizadores de língua, mantendo-os imersos em solução desinfetante, à base de água ou enxaguante bucal, para evitar a reinfecção após cada uso”, reafirmou.

Em casos mais graves da COVID-19, onde o paciente precisa da ventilação mecânica, a boca pode ser a porta de entrada de muitas infecções respiratórias. Por sua temperatura, umidade, pH e disponibilidade de nutrientes, ela é o reservatório natural de algumas bactérias que, se aspiradas, podem causar ou agravar um quadro de pneumonia quando em contato com secreções no pulmão. Estudos demonstram que a limpeza dos tecidos bucais, quando realizada de forma correta, evita até 56% das infecções respiratórias. Vale lembrar que a limpeza deve ser feita ainda que o paciente não se alimente por via oral e mesmo que não tenha mais dentes.

Vale ressaltar que o cirurgião-dentista que irá realizar os atendimentos de urgência e emergência em âmbito clínico também deve tomar alguns cuidados básicos para evitar sua contaminação e dos pacientes. Além de colocar em prática os ensinamentos básicos de paramentação que são ensinados na faculdade de odontologia, deve inserir alguns protocolos mais específicos para o momento.

● Uso de máscaras cirúrgicas como a N95 ou similar.
● Avental, touca e luvas descartáveis, óculos de proteção e viseira devem ser utilizados e higienizados com álcool 70% ou solução contendo cloro após cada atendimento.
● Lavagem das mãos com sabão a cada atendimento.
● Desinfecção de todas as superfícies do ambiente após cada atendimento, pois o vírus pode ser disseminado pelo aerossol da caneta de alta rotação e permanecer no local por até nove dias.
● Evitar cumprimentos com beijos e apertos de mão.
● Seguir rigorosamente todos os procedimentos de manuseio para limpeza e esterilização dos instrumentos.

 

 

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