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Ministério Público cria robô para conscientizar sobre relacionamento abusivo

Por Débora Ramos

Da coluna Educação e Carreira
Artigo de responsabilidade do autor

MAiA foi desenvolvida em parceria com a Microsoft e pretende ajudar adolescentes e jovens

Divulgação

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O Ministério público de São Paulo (MP-SP), em parceria com a Microsoft, lançou o chatbot intitulado como MAiA (Minha Amiga Inteligência Artificial), com o objetivo de informar a população – principalmente, as meninas que estão na adolescência e as jovens mulheres – sobre situações que podem ser enquadradas como relacionamentos tóxicos ou abusivos.


Para acessá-lo, basta ir ao site do “#NamoroLegal”, outro projeto do MP-SP, que tem o intuito de reduzir a violência contra as mulheres, lançado em junho de 2019. Na página, também é possível encontrar uma cartilha com sete dicas que ajudarão a identificar as relações que não são mais saudáveis. Além disso, há explicações que auxiliam as pessoas a adotar as ações necessárias para a proteção e manutenção do bem-estar físico e psicológico, a partir de cada caso, como procurar um profissional da faculdade de Direito e ir à polícia ou apenas terminar o namoro.


“Mesmo pessoas adultas, muitas vezes, só percebem que estão em uma relação abusiva quando já estão sofrendo muito, isoladas da família e dos amigos, afastadas do estudo, do trabalho e sem amor próprio. Para adolescentes e jovens, pode ser ainda mais difícil identificar quando estão sofrendo abuso”, explica a apresentação da cartilha.


A MAiA chega em um momento em que o debate é necessário. Isso porque, de acordo com pesquisa do Datafolha, feita em fevereiro deste ano e encomendada pela ONG Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), nos últimos 12 meses, cerca de 1,6 milhão de brasileiras foram agredidas ou sofreram tentativas de estrangulamento no país. Quanto aos assédios, os números chegam a 22 milhões de vítimas, que possuem idade entre 16 e 24 anos. Outro dado mostra que, na maioria dos casos, as violências são de autoria dos parceiros dessas mulheres.


Idealizado por Valéria Scarance, promotora de Justiça e coordenadora do Núcleo de Gênero do MP-SP, o chatbot adotará uma linguagem jovem, próxima do usuário, simples e acessível. Assim, quanto mais as meninas falarem com ele, mais trejeitos atuais serão aprendidos.


“A MAiA foi elaborada para identificar as relações de violência, alertar as usuárias e compartilhar as informações (sobre como se proteger), para evitar casos de violência. Por isso, a necessidade da linguagem correta é fundamental”, aborda ela.


Outra informação importante é que a MAiA não falará o termo “relacionamento abusivo”. “Muitas não se identificam em uma situação de violência. A MAiA vai mostrar, então, o que é legal de acontecer em um namoro, em uma amizade, e o que não é”, explica Valéria, em entrevista à revista Galileu.

 

 

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