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Pequenos empresários precisarão de boas estratégias para sobreviver à crise do COVID-19

Por Débora Ramos

Da coluna Educação e Carreira
Artigo de responsabilidade do autor

Fechamento obrigatório do comércio já afeta a saúde empresarial do país

iStock

ColunaMarcoEusébio

O Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) fez um mapeamento que revelou que os setores mais impactados pelo fechamento obrigatório do comércio em diversas cidades do país -- como medida de contenção do número de contágios pelo novo coronavírus -- são alimentação fora do lar, construção civil, moda e varejo tradicional, seguidos em menor grau pelos serviços educacionais, de logística, transporte e tecnologia, que por conta da constante demanda dependem de novas estratégias para driblar a crise.

Nesse cenário, é imprescindível que, principalmente os pequenos negócios, que em geral não contam com grandes quantias para se manterem fechados sem maiores impactos, se planejem para enfrentar a crise da melhor maneira possível, reduzindo os danos da provável queda de lucros.

Confira algumas das estratégias para manter as vendas e cortar gastos, mesmo durante a quarentena.

Parceria com outros pequenos empresários
Uma alternativa que está surgindo com força entre as pequenas empresas durante o cenário de pandemia é a união entre dois negócios distintos. É importante observar quais outros varejistas ao seu redor poderiam contribuir de alguma maneira para o impulsionamento de vendas não presenciais. Essa foi a estratégia adotada pela loja de roupas Logay que, depois de um mapeamento de outros comércios com o mesmo público-alvo, lançou um convite de parceria para divulgação mútua na web. Atualmente fazem parte dessa corrente cooperativa o restaurante Castro Burger, o e-commerce colaborativo Translúdica e outra marca de vestimenta, a Maria João Camisaria. O objetivo é utilizar as redes sociais das diferentes marcas para divulgar uma campanha de conscientização sobre a necessidade da quarentena citando e indicando os comércios parceiros.

Venda de cupons para o pós-crise
É necessário lembrar que seu cliente também está sentindo falta dos produtos que costumava consumir e que voltará a procurá-los após a reabertura do comércio. Para algumas segmentações, é viável oferecer a venda antecipada de produtos e serviços que possam ser utilizados posteriormente. Assim, mantêm uma entrada de lucro sem gastos e a fidelização do cliente.

A internet está a seu favor mais do que nunca
Grande parte de seus clientes, que antes eram presenciais, estão em casa, também, e o lugar ideal para encontrá-los é a web. Este é o momento para investir de uma vez por todas na criação e atualização de redes sociais comerciais e aderir a serviços de entrega.

Uma forma gratuita e simples de começar a ganhar espaço na web é a partir de ferramentas como o WhatsApp Marketing, versão do app para empresas que oferece formas ainda mais eficientes de atender clientes e mantê-los informados sobre os produtos; e o melhor: sem custo algum.

Negociação com fornecedores
As grandes empresas também foram pegas de surpresa e estão preocupadas com o atual cenário, sendo assim, também é interessante criar novas maneiras de fechar as contas. Entre em contato, exponha quais são suas capacidades de pagamento e negocie dívidas antigas ou a compra de novos itens.
 
Manter a equipe
A demissão de funcionários pode parecer uma alternativa para um rápido corte de custos, porém, uma equipe que já domina as funções na empresa será mais do que necessária quando a situação se normalizar. Aderir ao trabalho remoto e à produção de portas fechadas com vendas online são alternativas para, além de manter a atividade, não dispensar funcionários. Nesse momento, negociar reduções nos salários, desde que sejam proporcionais à nova forma de trabalho que está sendo exercida, também é uma saída.

Utilização das medidas governamentais já anunciadas
O governo está tomando providências para auxiliar pequenos e grandes negócios. Entre as alternativas já anunciadas estão a possibilidade de antecipação de férias individuais e coletivas, antecipação de feriados, prorrogação de pagamentos de dívidas e ampliação do uso do banco de horas, além da possibilidade de adiar o pagamento do Simples Nacional e do depósito do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) por até três meses.

 

 

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