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Crimes contra mulheres precisam despertar consciências

Casos comprovam relevância do combate a este tipo de crime

Silvio Ferreira
Capital News

Divulgação/CGNotícias

Crimes contra mulheres precisam despertar consciências

Campanha quer divulgar o papel da Casa da Mulher Brasileira na luta pelo fim da violência contra mulheres.

Uma técnica de enfermagem desmaia ao ser agredida com chutes no rosto por paciente na Santa Casa. Em outro caso, este no Interior do estado, o agressor espancou à esposa e jogou o filho de apenas quatro anos dentro de uma caixa d'água. Casos absurdos como estes demonstram importância das iniciativas de combate à violência contra mulheres. 

 

Uma técnica de enfermagem, de 40 anos, chegou a desmaiar ao ser agredida com chutes no rosto por um paciente, supostamente alcoolizado ou sob efeitos de drogas, na ala vermelha da Santa Casa de Campo Grande neste sábado (27). Segundo informações do boletim de ocorrência, enquanto a vítima das agressões era socorrida o homem teve que ser contido por outros trabalhadores do hospital. A técnica de enfermagem foi submetida a um exame de tomografia, foi medicada e permanecia sob observação. O caso foi registrado como lesão corporal dolosa.

 

Também neste sábado, por volta das 9h da manhã, um homem de 46 anos,  supostamente alcoolizado, teria espancado a esposa de 36 e jogado o filho do casal, de 4 anos de idade, dentro de uma caixa d’água, em Amambai, a 352 quilômetros de Campo Grande. A mulher conseguiu tirar o filho de dentro da caixa e denunciou a violência pelo número 190. A equipe de policiais militares que atendeu a ocorrência encontrou o agressor deitado na cama do casal, quando lhe deu voz de prisão em flagrante.

 

Casos como estes, registrados neste sábado, demonstram a relevância de iniciativas de conscientização como a blitz educativa que a prefeitura de Campo Grande, por meio da Subsecretaria Municipal de Políticas para a Mulher (Semu), deu início na última quinta-feira (25): mais uma edição da campanha "Dezesseis Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres."

 

O movimento, que acontece em mais de 100 países, começou a ser realizado em 1991. Entidades brasileiras aderiram à campanha em 2003. A Semu deu largada à campanha com uma blitz educativa, na esquina da Rua 14 de Julho com a avenida Afonso Pena que distribuiu panfletos explicativos para a população alertando sobre a violência e divulgando os serviços de proteção e acolhimento às vítimas de violência que são oferecidos na Casa da Mulher Brasileira.

 

Segundo a subsecretária municipal de Políticas para a Mulher, Carla Stephanini: “A partir desta blitz damos o primeiro passo para a nossa Campanha de Enfrentamento de Violência contra a Mulher. Este ano, vamos trabalhar mais próximas dos homens, com uma Marcha com eles, no dia 6 de dezembro, a Campanha do Laço Branco." Stephanini explica que a intenção é engajar também  os homens na na luta pelo fim da violência contra as mulheres: "É necessário, é fundamental e é urgente que os homens se somem com as mulheres para eliminarmos essa violência”, salientou.

 

Já a gestora da Casa da Mulher Brasileira e adjunta da Semu, Tai Loschi, também frisou que é com informação que se combate a violência: “Toda campanha informativa, educativa traz resultados positivos. Essa campanha dos 16 dias de ativismo pelo fim da violência contra a mulher é muito significativa, porque as mulheres estão acompanhando atentamente aonde a mulher vítima de violência pode buscar ajuda – e aqui em Campo Grande é na Casa da Mulher Brasileira, também", destacou.

 

Casa da Mulher Brasileira

A Casa da Mulher Brasileira de Campo Grande presta os principais serviços especializados de atendimento às mulheres vítimas de violência e funciona 24horas por dia, sete dias da semana, recepção, acolhimento e triagem; apoio psicossocial e psicossocial continuado; Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam); Promotoria de Justiça; Defensoria Pública; 3ª Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher; serviço de autonomia econômica (Funsat); alojamento de passagem; Central de Transportes e Patrulha Maria da Penha.

 

Casa da Mulher Brasileira - Rua Brasília, lote A, quadra 2, s/ nº, no Jardim Imá, em Campo Grande (MS). Telefone: (67) 2020-1300

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