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Cotidiano Sábado, 11 de Março de 2017, 13:15 - A | A

Sábado, 11 de Março de 2017, 13h:15 - A | A

Caso All

Empresa nega responsabilidade sobre estações ferroviárias acionadas pelo MPF

ALL diz não responder por mais da metade das estações citadas pelo Ministério Público

Gian Nascimento
De Três Lagoas para o Capital News

Divulgação/MPF

MPF entra com ação contra empresa gestora de 14 estações ferroviárias na região

Estações entre Três Lagoas e Água Clara estão abandonadas pela empresa gestora

A empresa América Latina Logística (ALL) Malha Oeste negou responsabilidade sobre as estações ferroviárias entre Três Lagoas e Água Clara que são alvo de ação do Ministério Público Federal (MPF) por abandono, conforme divulgado pelo Capital News na última quinta-feira (9). 

 

De acordo com MPF, 14 estações se encontram em estado de abandono e na ação é exigido que a ALL efetue a limpeza e a dedetização dos espaços ferroviários e nas oficinas que estariam sob seus cuidados. Além da empresa, o Departamento Nacional de Infraestrutura Terrestre (DNIT), a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), o Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) e a União, também são alvos na ação, sendo considerados inertes e negligentes na fiscalização do patrimônio ferroviário.

 

No entanto, a concessionária afirma que não há decisão judicial que a obrigue a realizar qualquer intervenção nos imóveis e que ainda não foi intimada sobre esta ação. De acordo com a ALL, quatro das estações nunca foram arrendadas pela empresa, outras quatro já foram desvinculadas desde 2000 e a estação de Três Lagoas e as antigas oficinas, por sua vez, estão em processo de devolução – devido a diminuição do trânsito ferroviário na região, após a inauguração do contorno ferroviário construído pelo DNIT, em 2014.

 

A empresa estuda inclusive a possibilidade de transferência de parte das edificações para o governo municipal de Três Lagoas, que já teria manifestado interesse em assumi-las para fins culturais.

 

Na ação, o MPF abriga a ALL a pagar multa de R$ 10 mil e, ao final do processo, o pagamento de indenização por dano moral coletivo em valor não inferior a R$ 5 milhões.

 

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