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Quarta-Feira, 09 de Junho de 2021, 15h:21
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Equipes realizam monitoramento para prevenir a Febre Maculosa

Ação foi coordenada pelo centro de Zoonoses em parceria com a Semea

Lethycia Anjos
Capital News

Divulgação/PMTL

Equipes realizam monitoramento para prevenir a Febre Maculosa

Monitoramento realizado na Lagoa Maior

Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Agronegócio (Semea) em parceria com o Centro de Controle de Zoonoses e Entomologia, da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) estão realizando um monitoramento para identificar carrapatos-estrela na área gramada da Lagoa Maior, no município de Três Lagoas. A ação tem como objetivo prevenir a proliferação do vetor transmissor da febre maculosa. 

 

Febre maculosa brasileira é uma doença transmitida pelo carrapato-estrela ou micuim da espécie Amblyomma cajennense infectado pela bactéria Rickettsia rickettsii. Conforme os especialistas, o carrapato hematófago pode ser encontrado em animais de grande porte como bois e cavalos, além de cães, aves domésticas, roedores e, especialmente, em capivara, considerada o maior reservatório natural.

 

Coordenadora do setor de Entomologia, Georgia Medeiros explica que durante a inspeção não foi identificada a presença do carrapato-estrela no local. “O monitoramento é feito anualmente na Lagoa Maior, visto que é habitat de diversos grupos de capivaras, sendo um dos principais hospedeiros deste inseto. Mesmo não tendo nenhum carrapato encontrado nesses anos, é nosso compromisso manter o cuidado com a saúde pública humana e animal”, destacou via assessoria.

 

O crescente avanço da circulação de pessoas no maior ponto turístico do Município gerou preocupação das autoridades municipais, por isso a Semea realiza serviços de limpeza e manutenção na Lagoa, assim como o cuidado e monitoramento das capivaras.

 

Médico veterinário, Everton Ottoni participou do monitoramento e destacou como ocorre a infecção.

“É importante esclarecer que este carrapato em questão é muito diferente do qual é encontrado em cães. O carrapato-estrela transmite a febre maculosa quando está infectado por uma bactéria e para transmitir a doença, ele precisa liberar a saliva ao picar a pele da pessoa”, esclareceu.

 

O último caso de febre maculosa registrado em Mato Grosso do Sul, ocorreu em 2018, em um homem de 34 anos, residente em Campo Grande. Conforme a assessoria, a vítima possuía um histórico de viagem para área rural do município de Sidrolândia.

 

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