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Domingo, 29 de Agosto de 2021, 09h:05
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Estudantes da REME recebem celulares para viabilizar os estudos

Aparelhos serão utilizados durante o escalonamento escolar

Lethycia Anjos
Capital News

Divulgação/PMCG

Estudantes da REME recebem celulares para viabilizar os estudos

Estudantes beneficiados pelo projeto

Alunos da Rede Municipal de Ensino (REME), das escolas municipais Professor João Cândido de Souza, no Jardim Anache, e Sulivan Silvestre Oliveira – Tumune Kalivono, na Aldeia Urbana Marçal de Souza receberam aparelhos celulares viabilizados pelo Projeto Transforme, promovido pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul (MPMS). 

 

A entrega foi realizada pela Secretaria Municipal de Educação (Semed), aos estudantes autodeclarados indígenas, com objetivo de facilitar o acompanhamento das atividades enquanto estiverem no escalonamento presencial, iniciado no dia 26 de julho.

 

Secretária Municipal de Educação, Elza Fernandes destaca que o projeto é um meio de democratizar o acesso à educação."Ficamos muito felizes e gratos em receber os celulares deste projeto do Ministério Público, que também foi uma ideia do vereador Ronilço Guerreiro. É de extrema importância podermos proporcionar os meios adequados para que nossos alunos acompanhem as aulas presenciais e também em casa, enquanto houver o escalonamento. E os primeiros a receberem são os nossos alunos autodeclarados indígenas”, explicou.

 

De acordo com a Semed, cerca de 280 alunos autodeclarados indígenas das duas unidades e também das escolas municipais Professor Carlos Henrique Schrader, no Flamboyant, e Frederico Soares, na Vila Popular, irão receber os primeiros aparelhos. As escolas atendem algumas das comunidades indígenas Marçal de Souza, Água Bonita, Santa Mônica e Vila Romana.

 

Os aparelhos são provenientes de apreensões realizadas pela Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen), quando reeducandos do sistema penitenciário tentaram ter acesso ilícito. Após serem formatados por alunos do curso de análise de sistemas de universidades da Capital, os celulares foram entregues à Semed pela promotora de Justiça Jiskia Sandri Trentin.

 

Conforme a administração municipal antes da parceria, os aparelhos serviam de provas em processos penais e, posteriormente, eram descartados mediante a autorização judicial. Com o projeto, os aparelhos em bom estado de conservação serão entregues ao MPMS, que fará o repasse para uma das instituições de ensino superior parceiras como Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), Estácio de Sá ou Universidade Católica Dom Bosco (UCDB).

 

Uma das beneficiadas pelo projeto foi a estudante Derkianny Marques Canale Pinto, do 9º ano da Escola Municipal João Cândido, e destaca a alegria em ser contemplada com o aparelho. “Eu não tenho computador e dividi o celular com meu pai, que também estuda, durante o período de aulas remotas. O celular que eu ganhei hoje vai me ajudar muito nas atividades durante a semana que eu não estiver frequentando as aulas presenciais. Será bem mais tranquilo”, comemorou a aluna.

 

Segundo a diretora da escola João Cândido, Ana Rita Amado, os aparelhos irão contribuir diretamente no desempenho escolar dos estudantes. “Esses celulares serão de grande importância para os alunos, pois a comunidade indígena é muito carente e não tem acesso a esses aparelhos. Irão auxiliar muito na aprendizagem e acompanhamento das atividades de sala de aula”, ressaltou.

 

Vânia Marcos Basílio, mãe da aluna Mirela Basílio, do 5° ano, relata que desde o início da pandemia os pais precisaram se reinventar para auxiliar os filhos com as atividades escolares. “Estou muito alegre com essa entrega de celulares, pois eu e meu esposo não temos condições de comprar um aparelho para nossos filhos e isso será muito importante para os estudos dela e irá ajudar muito nas atividades e trabalhos”, afirmou. 

 

Acadêmico de direito e representante da comunidade indígena da Aldeia Marçal de Souza, Brian Soares, destaca a importância do projeto. “Agradecemos muito essa doação. Aqui na nossa comunidade, cada casa tem em média cinco crianças. Então é complicado dividir o celular na hora dos estudos, com certeza agora vai melhorar. É importante que as crianças tenham acesso a todos os meios para poderem estudar e se desenvolver”.

 

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