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Cotidiano Quinta-feira, 22 de Novembro de 2018, 09:16 - A | A

Quinta-feira, 22 de Novembro de 2018, 09h:16 - A | A

CONDENADO

Justiça condena filho de desembargadora a 9 anos de prisão por organização criminosa

Breno Borges também foi condenado por lavagem de dinheiro; ele ainda deve responder a mais dois processos

Leonardo Barbosa
Capital News

Reprodução/Facebook

Breno solon

Breno ostentava vida de luxo nas redes sociais

 

O filho da desembargadora Tânia Borges, Breno Borges, foi condenado a nove anos e seis meses de prisão, pelos crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro. A decisão sobre a condenação de Breno foi publicada na tarde desta quarta-feira (21).

 

Em sua decisão, a juíza Aline Beatriz de Oliveira Lacerda, da Vara de Fazenda Pública e Registros Públicos de Três Lagoas, entendeu que o filho da desembargadora, junto a outros seis envolvidos, faziam parte de uma organização criminosa e estariam preparando o plano de fuga de um traficante, apontado como um dos chefes de uma facção criminosa que atua dentro e fora dos presídios. Para este crime, Breno foi condenado a quatro anos e seis meses de prisão.

 

Além disso, a organização seria responsável pela lavagem de dinheiro originado do crime organizado. A juíza então sentenciou mais 5 anos de reclusão para ele por conta desta outra modalidade criminosa; somando assim, os nove anos e meio de prisão. Mais quatro pessoas envolvidas no esquema criminoso também foram condenadas, incluindo a namorada de Breno.

 

Breno foi preso em Três Lagoas há 1 ano e 7 meses, enquanto transportava 130 kg de maconha e 200 munições de fuzil. Ele ainda deve responder pelos crimes de tráfico de drogas e armas, além de porte ilegal de arma de fogo, já que estava com uma pistola 9 milímetros, de uso exclusivo das forças de segurança, quando foi detido. O julgamento dele deve ocorrer ainda este ano, em Água Clara.

 

Desembargadora afastada

A mãe de Breno, desembargadora Tânia Borges, foi afastada no dia 10 de outubro das funções da desembargadora do TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) e, também, da presidência do TRE-MS (Tribunal Regional Eleitoral do Estado), por conta de um um PAD (Processo Administrativo Disciplinar) no Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O processo apura suposta influência de Tânia na liberação do filho, quando ele foi preso.

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