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Cotidiano Segunda-feira, 21 de Junho de 2021, 14:39 - A | A

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Imunização

Prefeitura reforça importância da vacinação contra a poliomielite

Desde 2019 o município registra baixa cobertura vacinal

Lethycia Anjos
Capital News

Agência Brasil

Campanha de vacinação contra a poliomielite e sarampo começa em agosto

Vacinação é voltada a crianças

Secretaria Municipal de Saúde (SMS), em parceria com a Diretoria de Saúde Coletiva e a Diretoria Vigilância Epidemiológica de Três Lagoas, está promovendo ações para conscientizar a população, em especial, pais e responsáveis de crianças menores de 1 ano de idade, para vacinação contra a poliomielite, devido a baixa cobertura vacinal resguarda no município.

 

Poliomielite, também chamada de pólio ou paralisia infantil, é uma doença altamente infecciosa ocasionada pelo poliovírus, que atinge o sistema nervoso causando paralisia.

 

Elaine Fúrio, secretária de saúde, destaca que a vacinação é imprescindível visto que a doença não tem cura e pode deixar sequelas permanentes. Segundo ela, mesmo em meio a pandemia da Covid-19, é essencial que os pais levem as crianças até a Unidade Básica de Saúde (UBS), mais próxima de sua residência, para garantir a vacinação, conforme recomendação preconizada pelo Ministério da Saúde.

 

“Precisamos realizar esforços para atingir os indicadores estabelecidos pelo Ministério da Saúde e manter o país livre da doença. A vacinação de bebês e crianças é um ato de amor e de responsabilidade, e precisamos que os pais façam a sua parte. Mantenha o cartão de vacinação dele sempre em dia”, destacou Elaine.

 

Dados da SMS apontam que desde 2019, Três Lagoas registra uma redução significativa no numero de crianças vacinadas contra a pólio. Conforme a Diretoria de Saúde Coletiva, neste ano, o percentual ainda não superou os 45%, por se tratar de uma imunização coletiva, a eficácia só é garantida quando 95% do público alvo é vacinado, ou seja, a baixa adesão faz com que o município corra risco de infecção pelo vírus da pólio.

 

O Brasil não registra mais a circulação do vírus da poliomielite (poliovírus), tendo sido  certificado pela Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) em 1994. Contudo, países como Afeganistão, Paquistão e Nigéria, ainda registram a circulação do vírus da doença, também conhecida também como paralisia infantil. A circulação do vírus está diretamente ligada à taxa de cobertura vacinal, colocando outros países, inclusive o Brasil, em risco de reintrodução da doença.

 

De acordo com calendário de vacinação do Sistema Único de Saúde (SUS), são previstas três doses da vacina injetável da Vacina Inativada de Poliomielite (VIP), administradas em crianças de dois, quatro e seis meses de idade, com reforço de duas doses da Vacina Oral de Poliomielite (VOP), aos 15 meses e quatro anos. Segundo a assessoria, para ser considerada protegida, a criança maior de cinco anos deve ter tomado no mínimo cinco doses da vacina contra a doença.

 

Conforme a Secretaria de Saúde, a transmissão do vírus ocorre via contato direto pessoa a pessoa, principalmente por meio das vias fecal-oral, também é possível se contaminar por um veículo comum como água ou alimentos contaminados que se multiplicam no intestino. A contaminação por via oral ocorre por meio de gotículas de secreções da orofaringe, ao falar, tossir ou espirrar.

 

Entre os principais sintomas estão febre, dor de cabeça, mal-estar, espasmos, vômito, dor de garganta, diarreia. Em casos mais graves instala-se a flacidez muscular, que atinge um dos membros inferiores.

 

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