00:00:00 Domingo, 21 de Julho de 2024


Cotidiano Sexta-feira, 24 de Agosto de 2018, 10:36 - A | A

Sexta-feira, 24 de Agosto de 2018, 10h:36 - A | A

SAÚDE

Primeiro caso de Chikungunya é diagnosticado em Três Lagoas

Vítima é uma mulher de 29 anos, que procurou a UBS com suspeita de dengue

Gian Nascimento
De Três Lagoas para o Capital News

Divulgação/Prefeitura de Três Lagoas

Primeiro caso de Chikungunya é diagnosticado em Três Lagoas

Exames detectaram a doença após a requisição médica

Foi diagnosticado nesta semana o primeiro caso de Chikungunya em Três Lagoas. A confirmação foi feita pela Secretaria Municipal de Saúde após avaliação no Sistema de Informação de Agravos de Notificação, nesta quinta-feira (23).

A infectada é uma mulher de 29 anos, residente no Jardim das Violetas, que foi até a Unidade Básica de Saúde, em 13 de julho, com suspeita de dengue, vinte dias depois foi coletada uma amostra de sangue da vítima e enviada ao Laboratório Central de Saúde Pública de Mato Grosso do Sul com requisição médica. Trinta dias depois, o laboratório emitiu o laudo desses exames sorológicos, atestando a contaminação com Chikungunya.

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, as medidas para prevenção de novos casos já está sendo feita e será intensificada a inspeção para eliminar os criadouros. “Realizamos busca ativa de eventuais casos novos da doença e também a busca e eliminação de criadouros naquela região do Jardim das Violetas”, informou o coordenador de Saúde, Alcides Divino Ferreira.

Ferreira cita que terrenos e quintais estão sendo inspecionados, inclusive próximo onde a vítima foi contaminada, porém nada foi encontrado. “Recentemente, nossas equipes também realizaram uma nova visita ao local e imediações, mas não foram encontrados nenhum caso de Dengue, Leishmaniose ou Chikungunya”, explicou Alcides.

A Secretaria de Saúde explica ainda que está prestando toda assistência necessária a mulher que foi contaminada. “Segundo conversas da nossa equipe com a paciente, aparentemente ela está se recuperando bem e não mais apresenta os sintomas da doença, por tratar-se, provavelmente de um caso agudo, sem evolução para sub-agudo ou crônico, que seria o mais grave e mais agressivo, que pode levar até à invalidez completa do paciente para qualquer tipo de atividade de trabalho”, explicou Alcides.

A Chikungunya, como têm alertado os especialistas, pode desencadear em séria e grave doença reumática crônica, porque uma das hipóteses, defendidas pelas autoridades da Saúde, é a de que o vírus, transmitido também pelo mosquito Aedes aegypti, “se aloja” na estrutura que recobre as articulações, estimulando o processo inflamatório e até degenerativo.

Em Três Lagoas, houve apenas este caso da doença, mas, em cidades como Campo Grande, Dourados, Corumbá, Rio Verde, Sonora e Camapuã, têm sido notificados números preocupantes de casos de Chikungunya, desde 2016. Em Dourados houve uma verdadeira epidemia da doença, quando em apenas um bairro foram registrados mais de 100 casos.

Comente esta notícia