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Trânsito Sexta-feira, 08 de Julho de 2016, 18:33 - A | A

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Precariedade

Sem viatura no SAMU, bombeiros fazem o impossível para resgatar vítimas de dois acidentes

A única viatura de suporte avançado do SAMU não oferece condições suficientes de trafegabilidade

Marco Campos
De Três Lagoas para o Capital News

A cada dia que passa, a cidade de Três Lagoas apresenta piora no atendimento médico realizado pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), devido à falta de condições de trabalho e ausência nos investimentos que são repassados pelo Governo Federal que teriam que ser aplicados no órgão pela Prefeitura Municipal.

Divulgação/TL Notícias

Sem viatura no SAMU, bombeiros fazem o impossível para resgatar vítimas de dois acidentes

Ambulância precisou se desdobrar para os atendimentos desta sexta-feira


Na manhã desta sexta-feira (08) foi constatado que apenas uma viatura de suporte avançado (denominada como ALFA) está disponível para os atendimentos à população três-lagoense. A equipe desta ambulância atende casos de extrema gravidade e é composta por um médico.

Não bastando os constantes problemas mecânicos que esta viatura apresenta diariamente, os motoristas precisaram se adequar com um “quebra galho” que teve quer feito no câmbio da ambulância.

No pátio do SAMU não existe nenhuma ambulância (denominada como BRAVO), que deveriam estar na base operacional para atendimento de menor gravidade através das duas equipes disponíveis na unidade que estão parados por falta de viaturas, pois todas que existem no SAMU estão quebradas. Segundo fontes, há quase 15 dias este problema vem se estendendo no órgão e até o momento, não existe previsão de retorno destes veículos a unidade.

Devido à falta de viaturas no SAMU, as equipes do Corpo de Bombeiros de Três Lagoas precisam fazer o possível e impossível para prestar os atendimentos à população, que hoje soma mais de 110 mil habitantes.
 
Na manhã desta sexta-feira (8), os militares tiveram que se desdobrar para socorrer três vítimas de dois acidentes que ocorreram de forma simultânea nos bairros Vila Nova e área central do município.

A primeira vítima foi socorrida no cruzamento das Ruas Duque de Caxias e Eurídice Chagas Cruz após ter ocorrido no local, um acidente entre dois veículos. Após o resgate, a acidentada – que foi imobilizada em uma maca - teve que esperar por minutos dentro da viatura até que os bombeiros realizassem os atendimentos no segundo acidente e posteriormente, ser levada com as demais pessoas a unidade de saúde.

O segundo acidente
Mesmo sem espaço na viatura para colocar mais vítimas, os bombeiros se deslocaram até o segundo acidente, que ocorreu no cruzamento da Avenida Capitão Olinto Mancini, esquina com a Rua Duque de Caxias. Na ocasião, um casal de 58 e 53 anos que estava em uma moto receberam os atendimentos médicos. A garupa teve que ter um atendimento mais delicado devido uma suspeita de fratura no braço e por estar debilitada, pois havia saído minutos antes do hospital após uma sessão de hemodiálise.

Mesmo com todas as dificuldades para transportar as três vítimas, os bombeiros foram em pé na viatura para dar espaço às macas dos acidentados, que tiveram que ser colocadas em cima dos assentos da ambulância. O transporte até a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) também teve que ser mais lento, para que assim, não houvesse riscos de acidentes durante o transporte.

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