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Interior Segunda-feira, 11 de Julho de 2016, 17:34 - A | A

Segunda-feira, 11 de Julho de 2016, 17h:34 - A | A

Três Lagoas

Prefeitura afirma que paciente não morreu por descaso e família se diz indignada

Marco Campos
De Três Lagoas para o Capital News

Divulgação/Facebook

O paciente morreu em Três Lagoas no final do mês em decorrência de complicações renais

O paciente morreu em Três Lagoas no final do mês de junho em decorrência de complicações renais

A família do paciente José Manoel da Silva, de 55 anos, que faleceu em Três Lagoas no dia 30 de junho em decorrência de complicações de uma doença renal, está insatisfeita com o posicionamento da prefeitura do município.


Durante o período da doença, os familiares travaram uma batalha com a administração municipal de Três Lagoas para a liberação do tratamento de hemodiálise.


Os parentes da vítima estão indignados com o posicionamento da prefeitura que afirma que o paciente já vinha passando pelo tratamento adequado e que não houve descaso da administração pública.


De acordo com o filho da vítima, Jefferson Emanoel da Cruz Silva, o médico nefrologista responsável pelo tratamento de seu pai entrou em contato com a família do enfermo para informar que uma paciente que realizava o tratamento de hemodiálise estaria fora da cidade por um período determinado.


O médico afirmou que diante da gravidade do quadro clínico de José, por conta própria iria encaixar o paciente na vaga em aberto.


Jefferson afirma que o médico deixou claro que o tratamento não havia sido liberado pela prefeitura e que as seções que ele passaria seriam provisórias até o retorno da paciente que precisou se ausentar.


José passou por duas seções do tratamento, quando na terça-feira (28) se sentiu mal e foi levado às pressas ao hospital, onde foi socorrido e internado imediatamente.


No dia seguinte (29) José foi levado até a ala de hemodiálise e depois de 20 minutos de tratamento, teve que ir às pressas à Unidade de Pronto Atendimento (UTI) onde ficou internado e faleceu no final da manhã do dia 30 de junho.


De acordo com a família, o médico lamentou o ocorrido e afirmou que o caso de José poderia ser revertido, caso o tratamento tivesse sido iniciado dois meses antes, quando a solicitação foi realizada e nenhuma providência foi tomada.


Entenda o caso
José foi internado no Hospital Auxiliadora no dia 19 de maio, quando a equipe médica constatou que o paciente corria risco de vida e que deveria ser submetidos com urgência a seções de hemodiálise.


Como a unidade não possui vagas disponíveis para a realização deste procedimento, familiares de José abriram na segunda-feira (23) um requerimento para tratamento de saúde com urgência, que deveria ser respondido em um prazo de 24 horas e foi ignorado pela Secretária de saúde Eliane Brilhante.


Em uma carta enviada à família, a secretária Eliane Brilhante disse que tinha conhecimento da necessidade do tratamento imediato e afirma que iria tentar viabilizar o procedimento através do estado.


Diante da demora, a família entrou com uma ação no Ministério Público, que através da Juíza da vara de fazenda pública e registros públicos da comarca de Três Lagoas, Aline Lacerda, determinou que em um prazo de 24 horas, o paciente deveria iniciar o tratamento.


De acordo com a ordem judicial, caso o local aonde estivesse internado não possuísse vagas, ele deveria ser realocado para alguma unidade aonde pudesse realizar o procedimento.


O mandado foi recebido pela secretária de saúde de Três Lagoas no dia 1 de Junho, mas apenas no dia 04 de julho, após a morte de José, foi publicado no diário oficial do município o cumprimento da ordem judicial.

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