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Opinião
Domingo, 14 de Julho de 2019, 07h:00
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Complexidade da violência

Por Oscar D’Ambrosio*

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A violência na cidade colombiana de Medellín é o mote do filme “Matar a Jesús”, de Laura Mora, que parte de uma história de autobiográfica, pois, assim como a protagonista, ela teve o pai assassinado. Esse é o início de uma jornada em que parece ser de vingança, mas que se torna praticamente de reconciliação.

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Em ruas marcadas por assaltos, drogas e conflitos sociais, uma simples revanche é uma alternativa que precisa ser descartada. A jovem estudante universitária de arte encontra o assassino do pai, mas ele é a ponta final de uma terceirização da morte, em que se torna praticamente impossível saber quem deu a ordem inicial.

A resposta da cineasta é clara: respostas violentas geram mais agressões numa cadeia infinita, em que a polícia se vê perdida entre centenas de denúncias e onde a periferia é muito próxima a de cidades como Rio de Janeiro e São Paulo, em que universos paralelos convivem em diversas intersecções.

O assassino, chamado Jesús, é humanizado quando a protagonista visita a sua casa e conhece a família dele. Isso não lhe retira a culpa pelo crime, mas evita maniqueísmos ou a divisão da sociedade em mocinhos e bandidos. De todos os lados das questões complexas da violência urbana, estão pessoas – e cada uma tem dramas e falhas a ser sempre melhor conhecidos.

 

 

*Oscar D’Ambrosio

Jornalista pela USP, mestre em Artes Visuais pela Unesp, graduado em Letras (Português e Inglês) e pós-doutorando e doutor em Educação, Arte e História da Cultura pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e Gerente de Comunicação e Marketing da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.

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