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Polícia Sexta-feira, 12 de Maio de 2017, 07:00 - A | A

Sexta-feira, 12 de Maio de 2017, 07h:00 - A | A

OPERAÇÃO LAMA ASFÁLTICA

Grupo dono da JBS e Eldorado é acusado de pagar até R$ 10 milhões em propina

Sede da empresa de celulose em Três Lagoas foi alvo de buscas nesta quinta

Gian Nascimento
De Três Lagoas para o Capital News

Bruno Chaves/Arquivo Capital News

Silvicultura, cultivos florestais, cultivo florestal, fábricas de celulose, produção de eucaliptos, eucalipto

Grupo investidor na empresa está sob investigação de pagar propina ao governo de MS

O grupo J&F, dono de grandes empresas como os frigoríficos JBS e a indústria de celulose Eldorado Brasil, é acusado de pagar até R$ 10 milhões em propina para o governo do Estado em troca de incentivos fiscais. A sede da Eldorado, em Três Lagoas, foi alvo, nesta quinta-feira (11) de buscas pela Polícia Federal, sendo apreendidos documentos e computadores, como parte da Operação Lama Asfáltica.

 

Conforme a Polícia Federal, Controladoria Geral da União e a Receita Federal, o valor teria sido pago por meio de doações de campanha, lavagem de dinheiro, aluguel fictício de maquinários e contratos fraudulentos a uma organização criminosa que tinha como um dos integrantes, o ex-governador de Mato Grosso do Sul, André Puccinelli (PMDB), que foi alvo de condução coercitiva em Campo Grande, prestando esclarecimento e sendo monitorado pela Polícia Federal por uma tornozeleira eletrônica.

De acordo com o delegado da Polícia Federal em Três Lagoas, Cleo Mazzotti, ao site JP News, aproximadamente 20% do montante financeiro que a Eldorado deixou de recolher em impostos eram repassados aos integrantes do governo. O termo de isenção havia sido assinado na gestão de Puccinelli.

Em nota, a Eldorado confirma que a Polícia Federal realizou busca e apreensão em suas dependências em Três Lagoas. A companhia diz que está segura de que a questão será esclarecida e afirma que todas as suas atividades são realizadas dentro da legalidade. "A empresa se mantém à disposição para prestar quaisquer esclarecimentos adicionais".

A Operação
Ao todo, foram cumpridos 32 mandados de busca e apreensão, três de prisão preventiva, nove de condução coercitiva e bloqueio de valores em reais em contas bancárias de pessoas físicas e de empresas. 

Em Mato Grosso do Sul, os mandados judiciais foram cumpridos em Campo Grande, Nioaque, Porto Murtinho e Três Lagoas. Nos demais Estados a ação está concentrada nas capitais, São Paulo e Curitiba. Aproximadamente 270 policiais federais, servidores da CGU e da Receita Federal, participaram da operação de acordo com assessoria de comunicação da PF.

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