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Política Sábado, 29 de Abril de 2017, 11:53 - A | A

Sábado, 29 de Abril de 2017, 11h:53 - A | A

Busca do Consenso

Após rejeitar proposta, Sinted volta a se reunir com Prefeitura por reajuste à categoria

Representantes dos servidores da educação cobram cumprimento de lei municipal para aceitar acordo

Gian Nascimento
De Três Lagoas para o Capital News

Divulgação/Prefeitura de Três Lagoas

Após rejeitar proposta, Sinted volta a se reunir com Prefeitura por reajuste à categoria

Impasse se dá por conta de lei municipal que a Prefeitura alega não ter capacidade de cumprir

A Prefeitura de Três Lagoas e o Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sinted) voltaram a se reunir nesta quinta-feira (27) para seguir os diálogos em busca de um consenso por um reajuste à categoria. Em março, representantes do sindicato haviam aceitado uma proposta de aumento para os servidores da educação municipal de 7,6%, porém dias depois o acordo foi desfeito.

O tom dos diálogos agora é por uma continuidade nas negociações, já que a Prefeitura alega que não descumpriu nenhum acordo proposto. A proposta feita anteriormente pelo município foi aceita no primeiro momento pela representação do sindicato, por meio da presidente Maria Diogo e demais membros presentes na reunião, lavrada em ata e assinada por todos. Posteriormente, porém, o Sinted rejeitou o reajuste conforme definição em assembleia da categoria.

O Sinted cobra o cumprimento da lei 2.869, aprovada em dezembro de 2014, que prevê um aumento gradativo aos professores anualmente. No entanto, a administração municipal argumenta que a própria gestão naquele período não pode cumprir com a mesma lei no ano seguinte e que caso faça o proposto na lei irá comprometer o orçamento do município de forma insustentável.

A Prefeitura de Três Lagoas transmitiu ao Sinted e oficializou o interesse do município em rediscutir os índices previstos na lei e tentar, assim, encontrar um consenso. O principal problema alegado é o atual momento econômico que dificulta o cumprimento da lei. “Existe uma crise no país e quem mais sofre com a crise é o município, por que ele é quem tem maior dificuldade em tributar”, conta Cassiano Rojas Maia, secretário municipal de Finanças.

A Administração de Três Lagoas sinalizou o desejo de continuar as conversações e, por isso, responde ao ofício protocolado pelo sindicato questionando sobre a possibilidade de discutir os índices do reajuste a fim de encontrar um acordo que contemple a classe dos profissionais de educação e não comprometa o orçamento do município. A prefeitura aguarda a resposta da categoria.

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