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Política Sexta-feira, 31 de Agosto de 2018, 15:14 - A | A

Sexta-feira, 31 de Agosto de 2018, 15h:14 - A | A

INVESTIGAÇÃO

Vereadores ouvem mais dois servidores sobre possíveis irregularidades na compra de netbooks e ônibus

Parlamentares interrogaram o coordenador de transporte da Secretaria de Educação e o fiscal do contrato de compra

Gian Nascimento
De Três Lagoas para o Capital News

Divulgação/Câmara de Vereadores

Vereadores ouvem mais dois servidores sobre possíveis irregularidades na compra de netbooks e ônibus

Comissão investiga aquisição de ônibus e netbooks, questionada pelo MP

A Comissão de Investigação sobre as possíveis irregularidades na aquisição de ônibus para a frota escolar do município, e também, sobre o Programa Um Computador por Aluno (Prouca) ouviu mais dois servidores municipais, nesta quinta-feira (30), na Câmara de Vereadores de Três Lagoas.

As denúncias encaminhadas pelo Ministério Público Estadual à Mesa Diretora, da Câmara, são que a administração contratou empresa para o transporte de alunos da zona rural, enquanto a frota de ônibus do município, conhecidos como “amarelinhos”, estaria sendo sucateada. E, ainda sobre a contratação de uma empresa para dar suporte aos 3070 netbooks, adquiridos para atender à Rede Municipal de Ensino, em 2011, bem como, a desativação de salas de informática.

Desta vez, os vereadores professor Flodoaldo e Davis Martinelli, presidente e membro da Comissão, respectivamente, ouviram Jair Pereira da Silva Santos, coordenador de transporte da Secretaria Municipal de Educação e Cultura (Semec) e Urbano Rodrigues Azambuja, fiscal de contrato, da empresa responsável pela infraestrutura necessária, para colocar os netbooks em funcionamento.

Primeiro a ser ouvido foi o coordenador de frota. Jair foi contratado em março de 2017 e nomeado como coordenador, no mês de julho deste ano. Nas falas iniciais, ele informou dados da frota, que atende o município: 49 ônibus, sendo 34 unidades da empresa Crisptur e 15 da empresa Kleves.

No que se refere aos “amarelinhos”, ele disse que quando foi contratado, apenas foi informado que os ônibus estavam parados desde o final de 2016, que não participou do check-list, bem como, não possuir conhecimento da contratação de empresa para emitir um parecer técnico sobre a frota.

Na sequência, os vereadores fizeram a 4ª oitiva, sobre denúncia referente aos netbook. O objetivo era saber mais detalhes sobre o contrato e serviços prestados pela empresa Infomaster. Foi ouvido o fiscal do contrato e servidor público, Urbano Rodrigues Azambuja.

Conforme a Assessoria da Câmara de Vereadores, chamou atenção dos parlamentares o fato de Urbano, sendo fiscal de contrato, não ter acesso a documentos e relatórios da Infomaster, apenas atestar notas fiscais.

Os principais questionamentos dos vereadores foram se de fato os netbooks estão em uso, se há um monitoramento de acesso e escolas onde estão sendo usados. Há uma informação que apenas na escola Filinto Muller, os computadores estariam sendo usados. Urbano deixou claro que não é responsável por tal acompanhamento, porque não está previsto no contrato que fiscaliza. O mesmo previu apenas a instalação e liberação de sinal, para os nets funcionarem.

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