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Rural Quinta-feira, 18 de Novembro de 2021, 13:15 - A | A

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Indústria de Fertilizantes

UFN-3: Tereza Cristina tenta retomar venda de fábrica de fertilizantes para russos

Acron desistiu do negócio em 2019

Silvio Ferreira
Capital News

Divulgação/MAPA

UFN-3: Tereza Cristina tenta retomar venda de fábrica de fertilizantes para russos

Reunião com o vice-presidente da Acron, Vladimir Kantor

A ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, em viagem à Rússia, reuniu-se na quarta-feira (17), com o vice-presidente da empresa russa Acron - produtora de fertilizantes minerais complexos - Vladimir Kantor, para tratar da importação do insumo.

 

Durante a reunião, a ministra aproveitou para tentar retomar as negociações sobre a aquisição, pela empresa russa, dos ativos da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados (UFN-3) da Petrobras, em Três Lagoas (MS). Kantor informou que as negociações para a aquisição UFN-3 deve prosseguir.

 

O imbróglio da construção da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados 3 (UFN-3),  em Três Lagoas, se arrasta há anos. O projeto da Petrobras, concebido para garantir ao Brasil a autonomia na produção de fertilizantes nitrogenados, foi interrompido em dezembro de 2014, quando 83% das obras já haviam sido concluídas, por ilegalidades apontadas pela Operação Lava Jato.

 

Na época, a UFN-3 já acumulava dívidas da ordem de R$ 70 milhões com fornecedores, muitos delas contraídas com fornecedores de Três Lagoas, município que sempre teve grandes expectativas sobre o projeto. 

 

Em 2019, a Petrobras anunciou que não pretendia mais atuar no negócio de fertilizantes e que venderia os ativos da UFN-3. Começou então a negociação da planta industrial com o grupo russo Acron pretendia comprar a fábrica por quase R$ 8 bilhões, tendo como sócia, a estatal boliviana YPFB, que ficaria com 12% das ações da UFN-3 e ainda seria a fornecedora de gás natural para a planta industrial. 

 

Mas a instabilidade política no país vizinho fez a russa Acron, que já contava inclusive com a garantia de incentivos fiscais, desistir do negócio.

Arquivo

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Em 2019, a Petrobras anunciou que não pretendia mais atuar no negócio de fertilizantes e que venderia a UFN-3

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